MARRIED WITH CHILDREN

05.Aug.06 | 18:19

Alguns fãs de séries americanas encontram dificuldade ao relatar qual é a série favorita. Eu não. A melhor série de humor já produzida foi Married With Children. Eu considero Married With Children o Simpsons da vida real. Quebrando totalmente os estereótipos e velhas fórmulas que as sitcoms (comédias de situações no formato americano de ser) usavam há muito (dramas familiares água com açúcar com uma pitadinha de humor e os bons moços bonitões de sempre), esta série contava o dia-a-dia de uma família de classe média aparentemente normal. Aparentemente, senão, onde estaria a graça?


                    O paizão ideal: Al Bundy
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A família Bundy é mal-educada, interesseira, com um senso de humor ácido e agressivo e que é uma paulada atrás da outra no bom e velho american way of life – que é, aliás, sua principal fonte de gozação. E a série não poupa ninguém, atirando pra todos os lados sem dó!!! Todos os personagens da série são cheios de defeitos e parece que eles só dividem o mesmo teto porque não tem mais o que fazer, porque realmente eles parecem não se suportar uns aos outros! Ah, é aí que está a graça da coisa! :)

Al Bundy (Ed O’Neill) é, com certeza, a melhor coisa da série, e um dos mais criativos e carismáticos personagens que a cultura pop criou nos anos 90 (um crossover dele com o Homer Simpson seria o encontro perfeito!). Um fracassado nato, sacaneado e escarnecido por todos, em especial pela própria família (que só o espera chegar em casa para pedir-lhe uns trocadinhos), está sempre duro e de mau-humor (o que não lhe tira a acidez de sua afiada língua, pronta pra disparar contra qualquer um – principalmente contra a família!).

É um americano típico: vendedor de sapatos com um salário medíocre, mas que adora salgadinhos, cerveja, futebol americano e mulheres peitudas (que ele não vê a hora de trocar pela sua mulher!). Marido ausente, pai ausente, sem amigos, sem respeito e sem auto-estima (até o cachorro tira uma com ele)…mas que disse que ele se importa?


                A divertida (e ácida) Peggy Bundy

Sua mulher há vinte anos (looooongos anos, segundo os dois) é Peg Bundy (Kate Sagal): mãe e esposa ausente e amarga, mal-educada e com um humor negro de dar medo. Peg adora os amigos trogloditas da filha (carne jovem e beeeeem dura…ao contrário do pobre e barrigudo Al), e está sempre preocupada com a sua aparência (laquês, cremes e mais cremes são obrigatórios!). Seu maior vício são as compras…e como ela gasta, mesmo não tendo nem o que comer na geladeira! É muito comum vê-la roubando um dinheirinho que sobreviveu na carteira do Al… Algumas das melhores sacadas da série estão nas tirações de sarro que um faz do outro com relação ao desempenho do parceiro na cama. Ele é broxa, ela é broxante…um barato!

Os filhotes do estranho casal também são um caso a parte. A jovem (e deliciosa) Kelly Bundy (Christina Applegate) é a típica loira-burra: um corpo maravilhoso, sensual e sexual até escovando os dentes, super popular no colégio (as calouras sonham em ser como ela) e usando os homens babões para tudo o que quer…Mas, como ninguém é perfeito (em especial nesta família), Kelly é BURRA feito uma porta! Muito mais do que qualquer outra Magda que você imagine!


            A belíssima Christina Applegate, a Kelly

O caçula é o jovem Bud Bundy (David Faustino), um adolescente onanista (er…que faz justiça com as próprias mãos…você entendeu, né?), louco pra perder a virgindidade. Só que ele não é muito popular com as mulheres, e sua iniciação sexual acaba se tornando meio complicada…e o principal objeto de gozação da irmã Kelly (que tem experiência vastíssima na cama, diga-se de passagem!). Só uma curiosidade: o pai o batizou como Bud em homenagem a cerveja Budweiser!


              David Faustino na pele de Bud Bundy

Além do cachorro Buck (que sacaneia a família toda e costuma pensar alto para que nós consigamos ouvir!), dois coadjuvantes de destaque da série são o casal de vizinhos Marcy e Jefferson D’Arcy (Amanda Bearse e Ted McGinley). Marcy é uma controladora e descontrolada feminista (mas que é uma ninfomaníaca por dentro!) – e sem peitos! Al a chama de ‘Tom Boy’, comparando-a a um menininho: baixinha, de cabelo curtinho e sem peitos (bwahahahaha!) – parece alguém que eu conheço…

Já ele, Jefferson, o bonitão, é quase a fêmea da relação: sustentado pela mulher, totalmente vaidoso e usado como objeto sexual em troca de um dinheirinho para o salão de beleza.

Politicamente incorreto o suficiente pra você? Gostou mesmo?

Infelizmente, a série foi cancelada pela Fox em 97, mas você ainda pode assistir os episódios antigos pelo canal a cabo Sony Entertaiment Television (Quem assiste, vira fã de carteirinha!), de segunda a sexta às 07h30 e 0h30. Nas redes abertas, quem tinha o direito de transmitir a série era a Band, que, no entanto, preferiu cancelar seu horário e criar sua própria sitcom nacional baseada em Married With Children: A Guerra dos Pintos. Vai por mim: é totalmente deprê querer comparar as duas…

Alguma frases do mestre Al Bundy.

:: "Filho, já te disse para não casar? Já te disse para não ser vendedor de sapatos? Ótimo, já te ensinei tudo que sei."

:: "Você conhece uma mulher pelo tamanho da calcinha. Nunca se case com uma mulher de calcinha grande, nunca."

:: "Fique parada, Peggy. Acho que vi um peito."

:: "Só é trapaça quando se é pego."

:: "Entrou uma mulher tão gorda na loja hoje, mas tão gorda, que haviam duas mulheres menores orbitando em torno dela."

– Ei, Peggy. Já disse que te amo hoje?
– Não.
– Ok.

– Al, em que você está pensando?
– Se eu quisesse que você soubesse o que estava pensando, eu estaria
falando com você.

A abertura do programa você confere aqui.

Fonte: A Arca

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