A VERRUGA
31
jan
08
Passei por momentos de tensão na manhã desta quinta-feira. Fui ao banco relembrar meus nem tão saudosos meses de office boy. Eis que na fila, ali mesmo na minha frente, surge um senhor careca. Nada contra os carecas - nada mesmo, estou quase lá -, mas esse senhor tinha um detalhe nem um pouco freudiano na cabeça.
Era uma verruga. Para alguns, uma singela verruga. Para mim, aquela imperfeição da pele provoca os instintos mais primitivos. Frescura, talvez, mas fiquei 40 minutos na fila sem conseguir desgrudar os olhos do pequeno tumor. E mais, ela olhava pra mim também. Eu tentava desviar o olhar, mas era inútil.
Não consegui olhar para outra coisa sabendo que a verruga estava me observado com uma cara de “opa, tudo certo?”
O problema é esse, a forma como as verrugas são vistas. A da Sabrina Sato, por exemplo. Ela não tira o mérito da obra da moça e a deixa feia. Longe disso.
Porém, há quem não goste. Aí, dá-lhe Photoshop, como nessa matéria.
Deixem a verruga em paz. Depravados.
Contribuição: Leonara Niedja e blog Ponto e Virgula

