Olá, banguelas!

Da primeira vez que escrevi aqui no JB, falei de como falta segurança nas motócas que circulam pelo mundo, e mais ou menos 8 milhões de pessoas se ofenderam profundamente com meu texto como se eu tivesse falado da mãe desses cidadãos sobre duas rodas. Tá, talvez se eu tivesse me referido diretamente à genitora, não teria ofendido tanto quanto eu ter falado apenas das motoquinhas.

Engraçado como um bando de marmanjos perde tempo defendendo um simples objeto. A motóca nada mais é que um objeto, assim como o cinzeiro ou o penico, mas falar da motóca (aprendi na prática) é pior que falar da mãe. Beleza. Não falo mais. Prometo.

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Aprendi, também na prática, que saber ler muita gente sabe, mas interpretar o que foi lido, é para poucos. Pouquíssimos.

Então, para não criar mais inimigos, como aqueles que o-d-i-a-r-a-m meu texto, resolvi desta vez falar de algo meu, íntimo de verdade, daquelas histórias que ninguém contaria nem para o irmão moribundo, mas que eu resolvi contar, e pronto!

E se um dia essa história for parar em alguma biografia não autorizada, por favor, usem o seguinte título no capítulo: COMO PIPO PERDEU A VIRGINDADE ANAL COM UMA DUCHINHA DE HOTEL! É isso mesmo que você leu. Segura, que lá vai!

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Estávamos em uma das primeiras temporadas em São Paulo, hospedados em um hotel supimpa que fica próximo ao Masp. Até aí tudo normal. O problema começou quando em uma tarde ociosa, senti aquela necessidade básica de colocar pra fora meus podres. Literalmente. Então fui ao banheiro e resolvi tudo na santa paz, jogando Tetris no celular, como sempre deve ser.

O que eu não sabia – veja você motoqueiro o quanto a ignorância pode ser perigosa – era que a equipe de limpeza do hotel se utilizava da duchinha higiênica (aquele chuveirinho ao lado da privada) para a faxina do banheiro, e deixava o registro completamente aberto para a infelicidade do próximo hóspede.

No caso, eu.

Imagine que na ocasião me acomodaram em um quarto que fica no segundo andar do prédio. Acompanhe o tenebroso raciocínio: Estando a caixa d’água acima do vigésimo terceiro andar, podemos calcular, sem nenhum exagero, que a pressão da água naquela até então inofensiva mangueirinha, chegava a incrível marca de 70.000 libras por polegada quadrada.

Algo suficiente para arrancar a blindagem de um carro a cem metros de distância. Foi aí que eu, inadvertidamente e sabe-se lá Deus porque, apontei aquele desmaterializador de almas para meu próprio âmago e… disparei.

Sim, disparei com vontade!

Meu grito certamente provocou uma revoada de pombos na Praça da República, que fica a mais de 2 km do supracitado hotel.

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No dia seguinte, anunciei minha bicicleta por uma pechincha com a certeza de que não poderia usá-la por um bom tempo.

Tempos depois, reparei que em hotéis com mais experiência, existe uma etiqueta afixada na tal duchinha, com o seguinte alerta em letras garrafais: ATENÇÃO: APÓS O USO FECHE COMPLETAMENTE O REGISTRO. Certamente resultado de algum processo movido por hóspedes que tentaram na justiça reaver o impossível: A dignidade e o andar em linha reta sem mancar.

Espero que essa singela história sirva de consolo para você que acabou de comprar uma moto. Afinal, mostra que todos nós estamos sujeitos a cometer pelo menos uma grande burrice na vida, não é?

Abraços a todos e até breve =)

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