A ARTE DE SINTONIZAR PEITINHOS
O legal de escrever para a internet é que a resposta vem na mesma hora, nos comentários. Vi um deles que me chamou a atenção, é de um tal de Napoleon que diz: “Nossa.. se as grandes aventuras da sua vida, aquelas que vc vai contar pros seus netos, são as suas tentativas frustradas de “comer” garotas, vc deve ser uma pessoa bem vazia mesmo, hem.”. Querido Naná – posso te chamar assim? Você parece que me conhece tão bem, só quero retribuir o gracejo – hoje vou escrever sobre o dia em que eu “comi” uma garota mesmo fazendo uma das coisas mais estranha que eu me lembro. Só para a sua felicidade : )
Eu tinha uns 20 e poucos anos quando o meu primo Pablo – que na verdade se chama Paulo, mas voltou de uma viagem à Bolívia querendo que mudassem o nome para Pablo, achava mais “sonoro” – veio me visitar no Rio de Janeiro pela primeira vez. Como todo bom turista que vem do interior de São Paulo, ele só queria saber de praia e pegar as cariocas. Mas com o sotaque interiorano dele não pegou ninguém aqui.
Como eu já conhecia um pessoal que freqüentava a praia, apresentei o Pablo pra galera e ficamos ali conversando, pegando sol, levando caldo e sacaneando os “Meu! Dois pastel! Ô Bixô!” dele. Logo no começo da noite o Pablo foi no orelhão ligar para uma amiga que estava aqui no Rio também, não demorou muito pra ele aparecer com a garota de volta. A garota era realmente linda! tinha um corpo magro mas sarado de academia, uma bundinha maneira, peitinho no tamanho cento, um bronzeado bacana e uma tatuagem inesquecível de “Made In Brazil” na nuca.
Outra coisa muito sensual nela era o olhar. Machado de Assis diria que ela tinha “olhos de ressaca como os de Capitú", mas pra mim aquilo era olhar de mulher chapada mesmo. Sabe quando não dá pra distinguir se a garota está com sono ou fumou um cigarrinho do capeta? Então, era esse o olhar, porém, cor de mel.
Ahhhhhh, anos 80!
Como um carioca malandro que eu sou era, grudei nela e fui batendo um papo agradável, caprichando na conquista. Deu certo. Se ela queria conhecer um carioca da gema, eu mostrei logo a gemada toda, com pegada, humor, malemolência e tudo mais que um bom carioca tem. Reunimos a galera e fomos para a casa do Thomas – que se chama Júlio, mas foi o primeiro da turma a ter bigode e a homenagem era ao Thomas Sullivan Magnum, o ator Tom Selleck, protagonista da série Magnum – já que os pais dele estavam no Canadá.
Papo vai, papo vem, uma cerveja daqui, outra de lá, alguém apareceu com uma garrafa de vinho e misturamos tudo no estômago sem pensar nas consequências. Eu já não fazia idéia de que horas eram quando o Thomas apareceu com um bong azul de vidro e acendeu com “erva medicinal”.
Pegou? Então...
Fiquei realmente surpreso quando a paulista mostrou intimidade com o “purificador”. Aqueles olhinhos nunca me enganaram! Apesar da pouca idade (vinte e poucos também), ela sabia o que estava fazendo. Com muito álcool no sangue e liberdade pra dentro da cabeça, a coisa começou a esquentar. Beija, abraça, traga, morde, assopra, solta, passa, beija, puxa o cabelo... fomos pro quarto dos pais do Thomas.
No auge do tira a camiseta, aperta, beija, tira a blusinha, beija o pescoço, solta o bikini, tira o shortinho, lambe, cospe areia, beija, passa a mão, aperta, suspira, procura a bendita carteira que está no bolso do short que eu tinha acabado de arremessar em algum canto do quarto, ela pede: “faz comigo algo que você sempre teve vontade, mas nunca fez com mulher nenhuma!”. Achei a carteira, voltei, vesti o que interessava onde interessava, subi pelo corpo dela, dei uns beijos na boca, desci até os peitos e fiz barulho de rádio sintonizando enquanto “regulava” os mamilos.
Shhhhh... what’s Love? Baby don’t hurt me, don’t hurt me, no more… shhhh… ííííóóóóóóshhhh… essa é a sua ZYC... shhhh…
- O que você tá fazendo!?
- Esquece. Vem cá!
Comi.







