20 mitos clássicos em que acreditamos

14.Sep.15 | 15:14

Simplesmente sensacional esse artigo que encontrei no “El País“. Do que se trata? Bom, vou explicar. Os caras fizeram uma seleção de 58 mitos em que acreditamos cegamente e repetimos como se fossem verdades irrefutáveis. Separei 20 deles, os que achava que era verdade.

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1. Só usamos 10% de nosso cérebro.
Um mito que resiste a morrer e que é inclusive o ponto de partida de filmes recentes como Lucy. O jornal The Guardian chama-o de “o maior mito sobre o cérebro da história”: 48% dos professores britânicos acreditam. Segundo o Snopes, nem mesmo sua origem está clara. O certo é que usamos todas as áreas de nosso cérebro, até quando estamos descansando. É verdade que o cérebro é muito flexível (podemos viver com metade dele) e que não usamos tudo de uma vez, já que algumas áreas estão especializadas: quando caminhamos, por exemplo, as partes centradas na atividade motora a motor são mais ativas que outras. Mas não há uma parte do cérebro que não faça nada e que esteja esperando ser ativada para ganharmos superpoderes.

2. O álcool esquenta o corpo.
As bebidas alcoólicas dão sensação de calor, mas o álcool baixa a temperatura corporal, por isso é realmente perigoso beber álcool quando faz muito frio. O mesmo acontece com o café, segundo o Mental Floss.

3. O frio causa resfriados.
Os resfriados são provocados por um vírus que viaja por via aérea “através das gotículas originadas ao falar, tossir ou espirrar”, não pelo frio em si. Como acrescenta a OCU, quando faz frio, passamos mais tempo em espaços fechados e em áreas comuns (escolas e escritórios). Além disso, nas regiões com pouca umidade, as fossas nasais secam mais facilmente. Tudo isto contribui para facilitar o contágio. (Além disso e como nos avisam no Twitter, o frio pode debilitar o sistema imunológico, o que abre a porta para os resfriados).

4. Cortar o cabelo (e barbeá-lo) torna-o mais forte.

É uma impressão passageira, porque cada fio de cabelo acaba em ponta, mas o corte é feito na parte mais espessa.

5. Os avestruzes escondem a cabeça embaixo da terra.
Baixam a cabeça ao nível do chão para passar despercebidos e parecerem um arbusto, mas o mais normal é correrem.

6. Segundo a física, o besouro não poderia voar.

A abelha era o inseto da história original, que teria sua origem na Alemanha dos anos 1930. Como dizia em seu blog Javier Armentia, diretor do Planetário de Pamplona, “em movimento, a abelha cria uma série de turbulências que explicam sua sustentabilidade”. Embora não se trate de um processo simples, nenhum cientista – nem qualquer outra pessoa sóbria, acrescento – jamais duvidou que um besouro pudesse voar, já que todos viram algum voando.

7. Os cães suam salivando.
Regulam a temperatura sobretudo com a respiração, ofegando com a boca aberta. A maior parte de suas glândulas sudoríparas estão nas plantas de suas patas.

8. Os touros não vêem a cor vermelha.

É verdade que o touro investe por causa do brilho e do movimento da capa. Mas esses animais distinguem sim a cor vermelha, que no entanto não os irrita. Esse mito foi submetido à prova no programa de televisão Mythbusters.

9. Um ano de cão são sete anos de gente.

Os cães envelhecem a outro ritmo, mas esta famosa equivalência não é exata. Os cães crescem muito mais rápido durante os dois primeiros anos e, de fato, alcançam a maturidade sexual já no primeiro, que equivaleria a uns quinze anos humanos. O Priceonomics publica uma tabela de equivalência, que também depende do tamanho do cão.

10. Os golfinhos são os animais mais inteligentes depois dos humanos.

Não parece. Como relata Jessa Gamble, compreendem signos, como os primatas e os papagaios, mas recordam menos que muitos cães. Reconhecem-se nos espelhos, mas também o fazem muitos animais. A revista Spiegel explica a origem do mito e a polêmica atual.

11. Escutar Mozart nos torna mais inteligentes.
O famoso experimento de 1993 que indicou a existência de um efeito Mozart em bebês menores de três anos foi repetido várias vezes sem sucesso. O que não quer dizer que escutar Mozart não seja bom, era só o que faltava.

12. Nunca se deve despertar um sonâmbulo.

É possível que a pessoa se mostre incomodada e desorientada. Mais ou menos como quando nos acordam de um sono profundo. É desagradável, mas não há perigo de infarto nem de coma, e, em caso de risco, pode ser até recomendável (para que não tropece e caia). Na BBC recomendam tentar levar o sonâmbulo cuidadosamente à cama sem despertá-lo.

13. A comida que cai no chão leva cinco segundos para se contaminar.

Quanto menos tempo, menos possibilidades terá de conter bactérias, segundo a publicação Scientific American. Há outras variáveis que influenciam, como o tipo de solo (madeira seria o pior) ou se a comida está úmida. Mas a maioria dos estudos demonstram que a superfície está contaminada e que não há diferença substancial entre três ou 15 segundos: o melhor é não arriscar.

14. Deixar lâmpadas fluorescentes acesas economiza.
Consomem mais energia no momento em que são ligadas, mas não o suficiente para compensar.

15. A lua possui um lado escuro.
Da Terra vemos apenas 59% deste satélite, mas os outros 41% também recebem luz solar.

16. O sol é uma bola de fogo.
A reação é nuclear, não química: o sol brilha, mas não está em chamas.

17. A Grande Muralha China pode ser vista do espaço.

Embora haja polêmica a respeito, a verdade é que a grande muralha tem apenas alguns metros de largura, assim como uma estrada ou um aeroporto. Além disso, é de uma cor similar à do solo que a rodeia. Outras construções humanas podem ser vistas do espaço, como as estufas de Almería, o Parlamento da Romênia e a mina de cobre de Kennecot.

18. Os diamantes são pedaços de carvão submetidos a uma pressão extrema.
Na realidade, são minerais com carbono que foram expostos a altas pressões. Os diamantes têm entre um bilhão e 3 bilhões de anos de antiguidade. O carvão tem cerca de 300 milhões de anos.

19. O homem veio dos macacos.
Darwin nunca disse tal coisa. O que ele disse é que os macacos e os homens tem um ancestral comum, que, como explicam em ABC Science, foi um primata. Dizer que viemos do macaco é como dizer que somos filhos de nossos primos, conforme publicou o jornal The Guardian.

20. É possível hipnotizar uma serpente com uma flauta.

Melhor não tentar: as serpentes são surdas e o que as acalma é o movimento do instrumento. A cobra movimenta a cabeça não por estar hipnotizada, mas porque é a forma como observa melhor todos os movimentos.

Fonte: El País

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